terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Pergunta 2- Porque que a victória é importante?

Porque é que ganhar vantagem sobre os outros que estiverem na mesma condição é tão importante para os seres humanos?
O objectivo da maioria das pessoas é ultrapassar ou pelo menos demonstrar- se melhor em algo do que um individuo ou um grupo de individuos. Poderia dizer-se que é uma questão de subsistência já que quem tiver um melhor desempenho supostamente será recompensado nessa medida (embora isto não seja sempre verificado, a verdade é que lógicamente um bom desempenho melhora em muito as possibilidades de recompensa), poderia dizer-se então que a necessidade victória seria algo que nos tinha acompanhado desde os tempos primitivos em que as disputas territoriais seriam necessárias por razões tão simples como expandir o terreno de caça, etc..
Busílis da questão é, o ser humano não compete apenas por razões de subsistência, há uma constante necessidade de afirmação como o melhor ou um dos melhores em seja o que for.
Ao contrário dos restantes animais que competem por necessidade o ser humano tem gosto pela competição. Terá uma razão quimica? Será que se liberta uma torrente de endorfinas no nosso cerebro aquando do triunfo? Ou será que simplesmente precisamos de provar por "A+B" que somos melhores que outro(s) para mantermos a nossa autoconfiança?

domingo, 6 de janeiro de 2008

Pergunta 1 - Como é que se conhece alguém sem ser pessoalmente?

(Não este blog não tem um primeiro post introdutório em que explico o como, o quando e o porquê da sua criação)

Um fenómeno que não diria que está em expansão mas sim perfeitamente instalado pelo menos nas camadas mais jovens ( compreendendo desde os 13 aos 25 anos) são os dating, aliás não tanto os dating sites (esses sim preferidos pelas faxas etárias mais velhas), mas sim os sites de matchmaking ou friendfinding ( como o amplamente utilizado em portugal, hi5). A questão é a seguinte: Será que tomar a iniciativa de de se aproximar de alguém simplesmente com base numa descrição, e num conjunto de fotografias não rebaixa grandemente o acto social de conhecer e dar-se a conhecer como acto espontâneo entre 2 pessoas?
Na minha opinião com a criação do elo cibernético entre as pessoas a uni-las desta forma, o que se ganha em proximidade entre pessoas que talvez de outro modo não tivessem qualquer contacto uma com a outra, perde se no "calor humano" que supostamente deve haver em relações interpessoais, perde se a noção da reacção que as nossas acções causam na pessoa em questão (isto é claro igualmente válido para as "amizades de msn/icq/ym/aolm/etc...") e ao chegar a essa conclusão pergunto-me se não será essa tanto a base como o a grande motivação para uma relação seja ela de que tipo for. Na minha opinião não há nada mais desnorteante do que conversar com alguém que nunca tenha conhecido pessoalmente quer seja em algum messenger ou mirc ou algum desses sites. Acho que o problema é que naturalmente como animais sociais que somos desenvolvemos (ainda que subtilmente) um código de conduta que varia para cada tipo de relação, e o meu caso o código de conduta para relações iniciadas de modo tão frio e impessoal como o cibernético passa-me completamente ao lado.